Não quero muito, quero apenas a ti,
não que eu ache que sejas pouco,
ah, loge disso, tu és o necessário,
és a medida certa,
a última gota antes de transbordar.
Doce engano, és a gota que me esvazia por completo.
Se penso, não penso em nada além de ti,
Se desejo, tudo o que desejo some
e me resta apenas o desejo de teus lábios,
ah, que lábios,
Se algo me falta, sinto falta apenas
de fazer-lhe faltar o ar.
Ainda que me toquem
todos os poemas mais cafonas do mundo,
de nada valerão, se esses não me tocarem
pela suavidade da sua voz.
Um dia, talvez, terei meu corpo
novamete em teus afagos,
minhas pernas às tuas atracadas,
meus brações e dedos e mãos aos teus entrelaçados.
Só ai, terei minha mente cheia novamente,
mas sei que de nada adiantará.
Você virá, e com suas gotas,
me fará transbordar e me esvaziará
outra vez.
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